ECONOMIA CRIATIVA: O QUE É E COMO TRABALHAR COM ELA?

O termo Economia Criativa surgiu na década de 90 na Austrália. Basicamente, ela trata de tudo que é capaz de gerar renda (economia) através da imaginação e inventividade das pessoas (criativa).

Ela abrange todos os setores econômicos de um país, mas se destacam o áudio visual, arquitetura, moda, música, teatro, tecnologia digital, gastronomia, serviços e indústria.


Hoje, a ONU reconhece que a Criatividade é a chave para o desenvolvimento das pessoas, cidades e nações.


A UNESCO também incentiva e reconhece cidades pelo mundo que se destacam como Cidades Criativas, algumas delas aqui no Brasil.


 

QUAIS OS DESAFIOS ATUAIS?


O principal desafio, na minha opinião, é fazer a CRIATIVIDADE chegar na ECONOMIA.


Explico: O Brasileiro é criativo (muito, aliás). Porém ele não está capacitado para usar a sua criatividade.


Isso porque não basta ter boas ideias. É preciso saber tirá-las do papel.


Desta forma, tornar os empreendedores criativos competitivos no mercado é fundamental para alavancar a economia criativa de uma cidade, estado ou país.


Aprender a proteger sua marca e suas ideias (Propriedade Intelectual), estar capacitado para fazer modelagem de negócios (Ideação, Design Thinking, Canva), capacitados a participar de editais e concorrências e se formalizarem é fundamental.


 

E QUAIS SÃO AS OPORTUNIDADES?


Estima-se que em 2022 o setor da Economia Criativa gerou US$ 2 Bilhões de Dólares e empregou 31 milhões de pessoas no mundo.


Você que quer “surfar esta onda”, há cursos gratuitos no Sebrae, no CRITT/UFJF, e outros locais.


Outra grande oportunidade são os editais que estão saindo na esfera municipal e federal para incentivar a Cultura.


Só ter curiosidade e ficar atento.


 

O QUE TEM SIDO FEITO EM JUIZ DE FORA?


 

"PARA UMA CIDADE SER CRIATIVA, SEUS CIDADÃOS PRECISAM SER E SE SENTIREM CRIATIVOS."

 

Há diversas iniciativas que buscam incentivar o impulsionamento da Economia Criativa na cidade partindo das mais diversas esferas: Setor Público, Privado e Academia.


Uma das mais emblemáticas foi o Fórum Próximo Futuro, realizado no ano passado pelo Sebrae, Prefeitura de Juiz de Fora e Instituto Fábrica do Futuro, que tem como objetivo transformar Juiz de Fora num pólo internacional de economia criativa.


Outra realização na cidade foi o Dia Mundial de Criatividade, evento ligado à Organização Mundial da Criatividade, que conecta a cidade a outras 130 do Brasil e do mundo, e é realizado por aqui desde 2020, com várias atividades gratuitas.


Outro centro de criatividade e Inovação na cidade é o Moinho, que concentra várias atividades que visam incentivar e profissionalizar os empreendedores criativos da cidade.


CRITT da UFJF também busca transbordar dos limites do campus e levar conhecimento para toda a comunidade que se interessar.


As universidades têm dado cada vez mais espaço para o tema. Um exemplo foi o Painel de Economia Criativa, realizado na UniAcademia, o qual tive o prazer de participar.


Organizadores da Semana Acadêmica de Gestão da UniAcademia 


Deborah Leitão, fundadora da Escola de Circo La Na Lona. 


Marcelo Marte (à esquerda) e Anditaum: representantes da Cultura HipHop em Juiz de Fora 


Professor Sebastião Alves: Mediador do Painel de Economia Criativa 


Linda arquitetura da UniAcademia 



Por fim, destaco as iniciativas do poder público (Prefeitura de Juiz de Fora), que tem promovido Feirinha com Empreendedores Criativos no centro da cidade todas as semanas, o evento Rua de Brincar uma vez ao mês, a aprovação da lei 14.476/2022 e diversos editais voltados para a incentivar a cultura da cidade.

 

Caso você tenha dúvidas ou queira trocar ideias sobre Economia Criativa, estou à disposição.


Só chamar. Abraços!

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