Dia Mundial da Água - JF pode Comemorar?

Como Juiz de Fora está cuidando do recurso mais precioso da natureza?



O Dia Mundial da Água foi criado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas através da resolução A/RES/47/193 de 21 de Fevereiro de 1993, declarando todo o dia 22 de Março de cada ano como sendo o Dia Mundial das Águas (DMA), para ser observado a partir de 1993, de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (Recursos hídricos) da Agenda 21.


Nesse período vários Estados foram convidados a realizar no Dia, atividades concretas que promovam a conscientização pública através de publicações e difusão de documentários e a organização de conferências, mesas redondas, seminários e exposições relacionadas à conservação e desenvolvimento dos recursos hídricos e/ou a implementação das recomendações proposta pela Agenda 21.



Este dia tem como objetivos, além de focar a atenção nas necessidades, entre outras, de:


  • Tocar assuntos relacionados a problemas de abastecimento de água potável;
  • Aumentar a consciência pública sobre a importância de conservação, preservação e proteção da água, fontes e suprimentos de água potável;
  • Aumentar a consciência dos governos, de agências internacionais, organizações não governamentais e setor privado;
  • Promover campanhas sobre a importância da água.



Como juiz de Fora está com relação ao tratamento dos Recursos Hídricos?

A situação na nossa cidade não está boa, segundo o IDSC - BR. O Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil é uma iniciativa do Instituto Cidades Sustentáveis, no âmbito do Programa Cidades Sustentáveis, em parceria com o Sustainable Development Solutions Network (SDSN), apoio do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e financiamento do Projeto CITinova. Tem o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. (Conheça mais sobre o IDSC-BR clicando aqui)


Conforme podemos verificar no índice, os
ODS 6 - Água Potável e Saneamento está no nível Laranja na cidade, indicando que há desafios significativos para o alcance deste Objetivo Sustentável. 


No ODS 6 existem 5 indicadores, dos quais a cidade está batendo a meta em três: Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado, População Atendida com Serviço de Água e População Atendida com Esgotamento Sanitário.

Os outros dois, no entanto, não estão sendo atendidos:

  • Indicador Perda de Água (Nível Laranja - Há desafios Significativos)
  • Índice de Tratamento de Esgoto (Nível vermelho - Há grandes desafios).  


Já no ODS 14 - Proteger a Vida Marinha, é avaliado como as cidades tratam o seu esgoto antes de chegar no mar, rios e córrego. Novamente, o indicador está no vermelho, sinalizando grandes desafios.


Como esses Objetivos evoluíram na cidade de 2020 para cá?

Em 2021, nós da Connecting Consultoria já havíamos analisado e divulgado esse índice (Clique aqui para ver)

Resultado de 2021

Resultado de 2023

Na comparação com os resultados daquela ocasião, o ODS 6 piorou, saindo do nível Amarelo em 2021 para o Laranja em 2023.

Já o ODS 14 não alterou, mantendo-se no nível vermelho (o mais crítico) nos dois anos analisados.


O que diz a administração municipal?

Juiz de Fora ficou abaixo da média na avaliação dos investimentos para o saneamento básico. Entretanto, apresentou melhora de posicionamento em relação ao ranking divulgado em 2021, segundo o Instituto Trata Brasil.

Na pesquisa divulgada nesta terça-feira, a cidade apresentou bons resultados acerca do indicador que mede o número de novas ligações de esgoto, em relação ao total de ligações que deveriam ser feitas para universalizar o serviço na cidade.

Em reportagem publicada pelo jornal Tribuna de Minas, sobre a posição da cidade no ranking, o diretor presidente da Cesama, Júlio César Teixeira, reconheceu que Juiz de Fora possui como ponto negativo o baixo índice de tratamento de esgoto, o que prejudicou a avaliação pela pesquisa. “Apenas 7,5% do esgoto total da cidade é tratado. A média nacional está na faixa de 46%. (…) É importante destacar que Juiz de Fora possui uma topografia muito desfavorável para fins de tratamento de esgoto, realidade reconhecida na publicação do Panorama do Saneamento Básico no Brasil de 2021, editado pelo Governo federal. Portanto comparar a cidade com Uberlândia por exemplo, que é uma cidade plana, mostra alguma das fragilidades da metodologia da pesquisa.”


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