Você está hiperconectado? Ihhhh...Isso não é bom!

Sabe aquela sensação de pegar o celular só para ver as horas e, quando você percebe, já se passaram quarenta minutos rolando a tela sem parar? Pois é, você não está sozinho nessa.


Costumamos achar que ter o mundo inteiro na palma da mão é o ápice da evolução, mas será que toda essa facilidade está nos tornando mais criativos ou apenas mais anestesiados?

Recentemente, me deparei com um levantamento que acendeu um baita sinal de alerta: metade dos adolescentes brasileiros admite que passa mais tempo online do que gostaria e sente que a internet simplesmente diminuiu a sua criatividade. 

E olha que não é por falta de tentativa de mudar isso, já que um em cada quatro jovens de 15 a 17 anos até tentou reduzir esse tempo conectado, mas não conseguiu. 

Eles não são peixes, mas estão completamente presos na rede.



Mas sejamos sinceros: será que esse é um problema exclusivo dos adolescentes? Claro que não! 

A linha que separa o uso necessário da tecnologia daquele hábito automático de abrir aplicativos e ficar horas "rolando tela" afeta todo mundo, já que hoje tudo acontece no ambiente online, do filme ao trabalho. 

O grande perigo mora exatamente aí. Quando terceirizamos nossa atenção para um algoritmo que entrega vídeos curtos mastigados a cada segundo, matamos o ingrediente mais importante do processo criativo: o tédio e a observação do mundo real.

A conta dessa hiperconexão já está chegando, e ela é alta. Um estudo publicado por um órgão de saúde americano revelou que os sintomas de ansiedade e depressão são maiores justamente entre aqueles que passam quatro horas ou mais por dia grudados nas telas. 

Mente ansiosa e sobrecarregada de estímulos não inova; ela apenas reage. Criatividade exige espaço mental, exige pausas e, acima de tudo, exige repertório de vida.

A boa notícia é que o antídoto para recuperar a nossa capacidade criativa é muito mais simples (e analógico) do que parece. 

Em um outro levantamento, pediram para que os participantes bloqueassem a internet do celular por apenas duas semanas. O resultado foi quase mágico: mais atenção, melhora na saúde mental, mais tempo dedicado à leitura e, pasmem, pessoas vendo gente de verdade!

No fim das contas, o problema nunca foi a tecnologia em si, mas tudo aquilo que a gente deixa de viver, observar e criar enquanto está hipnotizado por ela. 

Se queremos negócios mais inovadores, experiências de cliente mais humanas e ideias realmente originais, precisamos urgentemente tirar os olhos do feed e voltar a enxergar a vida lá fora.

Que tal fazer o teste e se desconectar um pouco hoje? A sua criatividade — e a sua mente — agradecem!


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